Ronaldinho Gaúcho quer ajudar a sociedade. Figura pública, craque e rico. Não faz mais que a obrigação dele. Mas o preço disso foi alto demais. E irônico.
O Instituto Ronaldinho Gaúcho e o Centro Ronaldinho Gaúcho (ego-cêntrico?) destruíram meio hectare de árvores nativas e exóticas do Morro da Tapema que é uma Área de Preservação Permanente. Também canalizaram cursos d’água, e o detalhe é que a obra estava embargada e não tinham licença ambiental, de acordo com a Promotora Ana Maria Moreira Marchesan.
Ronaldinho e Roberto de Assis, seu irmão e diretor do Instituto, sabiam o que estavam fazendo, e chegaram a ser multados em R$115.000,00, mas as obras prosseguiram.
O Instituto que ocupa uma área de 12 hectares, foi inaugurado com honras do prefeito e homenagem ao próprio Ronaldinho. Foi construído para oferecer atendimento médico, esportes, aulas de idiomas, informática, artes, reforço escolar e cursos profissionalizantes a crianças carentes. Sensacional! E eu pergunto: que tipo de seres humanos esses babacas vão “capacitar”, considerando que destroem florestas nativas e desrespeitam a justiça? Que tipo de “craque” é esse?
Lamento muito que nossos “ídolos” sejam tão pequenos. Estamos todos tão perdidos que damos crédito a qualquer pessoa que faça um pouco mais que nós. Está mais que na hora de limar essas pessoas da vida pública da sociedade.
Acredito ainda no ser humano. Nesse caso, especialmente na Promotora Ana Maria Moreira Marchesan. E gostaria muito que o Ronaldinho Gaúcho desse bons exemplos a essas crianças, exemplos de respeito ao planeta, de respeito a diversidade e biodiversidade. Poderia estudar, se informar e descobrir as conseqüências de seus atos na sociedade e no planeta. Espero que ele ainda não saiba, do contrário, prova que não tem caráter, ou que é burro.
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