Manhã. Iporanga. Esse foi o presente de "até breve" que o Vale do Ribeira nos deu...

Fiquei horrorizada com um programa da Discovery Channel. Na intenção de mostrar "como sobreviver na selva, no deserto, nas montanhas", o apresentador nos presenteia com cenas em que bebe sua própria urina, devora diversos animais ainda vivos e bebe água do reservatório de camelo morto. É bem verdade que aprendi coisas importantes, como a melhor forma de encontrar água no deserto... embora eu não tenha planos de fazer uma travessia desse tipo... aprendi que água de cocô de elefante pode salvar sua vida, que testículos de bode são uma iguaria bastante nutritiva, mas principalmente aprendi como gostamos de coisas bizarras. E como, ainda horrorizada, fiquei grudada na TV até o programa acabar.

Me lembrei de um ppt feito pelo Mateus a respeito da mídia e ta televisão: "o teatro é a arte do ator, o cinema é a arte do diretor e a TV é a arte do anunciante." Sensacional. "A televisão me deixou burro, muito burro demais" disseram os Titãs.

Particularmente adoro TV. Prefiro canais como History Channel, Discovery, Futura, Cultura... mas confesso: não perco o último capítulo da novela global. E percebo que a TV é de fato uma ameaça a minha inteligência, e uma ameaça real.

Sou vegetariana. Ambientalista. E ainda assim, passei cerca de 2 horas vendo um cara esquisito arrancando a cabeça de uma cobra com os dentes e devorando-a em seguida. Alguma coisa está errada, muito errada!

 

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